PARCEIROS APOIADORES

Gestor da Santa Casa intensifica alerta sobre grave situação financeira do hospital


O prefeito Ico Charopen recebeu em seu gabinete no Palácio Moysés Vianna, na última quarta-feira (22), o diretor da Santa Casa de Livramento, Wainer Machado, que estava acompanhado do secretário de Saúde Sergio Aragon e o procurador Hamzi Zeidan, para a prestação de contas e avaliação de gestão do hospital. Em reunião foram tratados assuntos relacionados à Santa Casa, e relatada principalmente, a situação financeira, além da busca de soluções imediatas para o setor financeiro e a captação de recursos para o hospital, que foram os principais motivos para o encontro dos administradores.

No último dia 19 de junho, o gestor da Santa Casa, Wainer Machado, publicou em rede social o texto:

"O tamanho da Santa Casa e a necessidade da cidade". Nele consta um alerta a respeito da atual situação da instituição:

-Temos um hospital que atende uma demanda maior que prevê o contrato com o SUS. Portanto, não recebe o suficiente para suprir suas necessidades. Com isso, a receita é menor que a despesa, e assim começamos o desafio, Sem negativas para novos contratos, emendas e convênios, sem novos recursos e com a credibilidade abalada junto a credores e funcionários em greve. Mesmo assim, enfrentamos aquela crise. Tivemos o apoio do Executivo e do Legislativo, voltando ao trabalho, recuperando alguns serviços que estavam suspensos e, com diálogo, respeito e compreensão de funcionários e contratados retomamos o funcionamento do dia a dia do Hospital. Com isso, desde março estamos atingindo todas as metas acordadas com o gestor municipal e, assim queremos continuar, pelo menos recebendo o previsto. Todos sabem que não existe mágica que crie dinheiro, que aumente leitos ou que faça profissionais trabalharem além daquilo para que são pagos. Se, já é uma dificuldade pagar o que se deve. Imaginem pagar além. FAZ MUITO TEMPO QUE NOSSO HOSPITAL PRECISA DE AJUDA. Todos sabem: A SANTA CASA CORRE RISCO DE MORTE, está na UTI e respira por aparelhos. Neste momento de necessidades é preciso agir com responsabilidade para que o resultado seja adequado ao crescimento necessário. Temos que aumentar nossos leitos, sim. Mas com racionalidade. Existe espaço físico para isso sim, mas requer mais mão de obra e mais medicamentos. Por consequencia, mais verbas. Assim, queremos e pedimos o apoio de todos, para termos um Hospital que comporte o socorro que os munícipes precisam e merecem. Nosso Pronto Atendimento, chamado de Pronto Socorro, que em muitos momentos gera reclamação da comunidade, tem dois segredos – não tão secretos, a bem da verdade: 1. Diariamente presta um serviço que não lhe compete em larga escala pois, atende mais consultas que urgência e emergência, sem receber nada para isso; 2. A estrutura física que hoje acolhe este serviço, está defasada, é inferior a demanda e necessita de melhorias na estrutura sim, mas, precisa recursos para este investimento. Inclusive para poder contratar novos profissionais e especialistas. Tudo isto, aliado aos problemas pontuais com relação ao descontentamento e o descrédito na saúde como um todo, no País, no Estado e aqui não é diferente. Livramento, nossa cidade, não é uma ilha. Aqui também, diariamente somos ameaçados com o chamamento da imprensa, de vereadores, e até de ingresso de ações na justiça. Tudo de forma desesperada, pois, quando se está com a saúde ameaçada, com dores, com familiares necessitados, é compreensível. Se quer o atendimento agora. Na hora. Entendemos. E respondemos com educação e respeito. Mas, neste momento em que se buscam soluções, é imprescindível que se encare os fatos com honestidade e a seriedade que o caso requer. Ao contrário de que nossa vontade aponta e deseja, ordem judiciais, parentesco ou amizade com autoridades, não criam leitos e tampouco dão melhores condições à Santa Casa. É a hora de fazer uma reflexão e buscar verdadeiras soluções, sendo que, a demanda atual é e, sempre foi, além da própria capacidade operacional do nosocômio. Para aumentá-la, somente com a injeção de novos recursos, sendo que, de forma diferente, estaremos permitindo que a Santa Casa, não se recupere e, ainda, possa vir a piorar. Não podemos ser irresponsáveis e jogar para a torcida. Nesse curto período de avaliações e de algumas alterações, como por vezes já alertamos, queremos relembrar, o HOSPITAL PAGA PARA TRABALHAR E NÃO DESATENDE A COMUNIDADE, mas além das suas possibilidades, com recursos limitados e bastante comprometidos, acaba não atendendo a contento. Considerando a necessidade de aumentar esses atendimentos típicos do nosso rigoroso inverno - como já apontado pelo relatório técnico da Fundatec em 2015, e desde lá, o que foi feito para solucionar – somente a intervenção do Executivo Municipal não basta. Apelamos neste momento pelo socorro do Legislativo Municipal, do Ministério Público, do Judiciário, da Comunidade, dos órgãos de classe, para que a Santa Casa possa ter ajuda propulsora capaz de dar à comunidade um atendimento condizente com a sua necessidade. Lembrando sempre que, a SANTA CASA NÃO É um HOSPITAL PÚBLICO, mas, uma instituição privada, sem fins lucrativos e com custos elevados e necessários ao suporte da atividade que se presta, pela qual é contratada. Se mantivermos o que hoje existe, continuaremos aquém da necessidade de atendimento público de saúde em nossa Cidade. Me despeço, com a convicção de que com a participação dos interessados em ajudar a Santa Casa, poderemos juntos, construir melhores momentos para a nossa gente.

Jorge Flores Paines 
Jornalista DRT-15097

Radialista DRT-5765

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