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Acusado de matar policiais em 2005 é condenado a 72 anos de prisão por outros crimes

15/07/2017

A Justiça de Ribeirão Preto (SP) condenou na noite de terça-feira (11), o ex-policial civil Ricardo José Guimarães pelas mortes de Anderson Luiz de Souza e Enock de Oliveira Moura, em maio de 1996. Ele foi condenado a 72 anos de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado e com agravantes por meios que dificultaram a defesa das vítimas.
Segundo a acusação, os crimes ocorreram quando Guimarães chefiava um grupo de extermínio, que atuou nas décadas de 1990 e 2000 em Ribeirão Preto. Ele responde a processos por outras dez mortes, e está preso desde 2007 em Tremembé (SP).
O julgamento começou na manhã desta segunda-feira (10) no Fórum de Ribeirão Preto, e o júri foi formado por dois homens e cinco mulheres. A sentença foi anunciada por volta das 21h desta terça-feira pela juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, da 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais.
O advogado de defesa de Guimarães, César Augusto Moreira, disse que vai recorrer da decisão. Para a Promotoria, que defendeu a tese de execução, "a justiça foi feita".

Novos julgamentos
Guimarães voltará ao banco dos réus, quando será julgado pela morte de Thiago Xavier de Stefani, de 21 anos, com dois tiros na cabeça, no Jardim Independência, em Ribeirão, em 2003. E para um terceiro tribunal do júri que está marcado para agosto deste ano, em São Paulo, quando o ex-investigador da Polícia Civil será julgado pela morte de dois policiais gaúchos de Sant'Ana do Livramento (RS).

 

Crime na Fronteira

Conforme relatos da época dos fatos, na noite de 19 de julho de 2005, um dos envolvidos teria atraído os policiais de Livramento para um depósito de um free-shop, em Rivera/Uruguai, onde combinariam a entrada de uma carga de contrabandos no Brasil. No depósito além de outros envolvidos estava Ricardo Guimarães, conhecido como Matador. Guimarães teria atirado na cabeça dos policiais, provavelmente com uma pistola. Os agentes foram enterrados na mesma noite. A quadrilha executou os policiais porque desconfiava de que eles tinham a intenção de informar a Polícia Federal sobre as cargas contrabandeadas.

Os corpos foram encontrados em uma cova rasa, na região de Las Tunitas, na periferia de Rivera.

 

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Jorge Flores Paines 
Jornalista DRT-15097

Radialista DRT-5765

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