PARCEIROS APOIADORES

Operação Desmanche apreende cerca de 250 toneladas de carcaças e peças em Livramento


Foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (28), em Sant'Ana do Livramento, a 50ª edição da Operação Desmanche que visa combater a receptação e o desmanche de veículos furtados e roubados, além de coibir o funcionamento de estabelecimentos irregulares, os chamados “ferros velhos”. O local foco da operação em Livramento foi uma revenda de peças localizada na rua Marechal Mallet, onde estão sendo recolhidos cerca de 250 toneladas em carcaças e peças de veículos. Segundo a Polícia o local não está cadastrado regularmente no Detran/RS. Durante coletiva à imprensa, o coordenador da força-tarefa, tenente coronel Cesar Augusto Pereira da Silva, destacou que a operação já atuou em 26 municípios gaúchos, sendo a maioria na região metropolitana e grande Porto Alegre. Até o momento já foram realizadas 86 prisões, por crimes diversos, entre eles o Crime Ambiental, o que foi verificado logo de cara em Livramento. Outra dado importante é no número de carcaças recolhidas em Livramento-125 carcaças, podendo ser a maior apreensão em toneladas do Estado. "A operação agora está com foco no interior do Estado. Até agora mais de 3 mil toneladas já foram recolhidas e recicladas. A operação é coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do RS-SSP, em conjunto com a Polícia Civil, Brigada Militar, IGP e Detran-responsável pela autuação e recolhimento do material através da empresa Gerdau, que faz o encaminhamento para a reciclagem", destacou o coordenador.

Trabalho Integrado

A operação é resultado da união de esforços entre Polícia Civil, Brigada Militar, Instituto Geral de Perícias e o Detran/RS. Além disso, as peças apreendidas são encaminhadas para a Gerdau que, graças a uma parceria com o Estado, as transformam em material de trabalho.

A operação já passou por 25 municípios do Rio Grande do Sul: Santa Maria, Carlos Barbosa, Sapiranga, Eldorado do Sul, Erechim, Guaíba, Porto Alegre, Cachoeirinha, Portão, Gravataí, Viamão, Sapucaia do Sul, Canoas, Novo Hamburgo, Montenegro, Pelotas, São Sebastião do Caí, Estrela, Parobé, Esteio, Alvorada, Camaquã, Caxias do Sul, Capão da Canoa e Torres.

Força-tarefa

A força-tarefa foi designada pelo governador José Ivo Sartori para atuar na fiscalização dos estabelecimentos ilegais. Cada um dos órgãos envolvidos tem uma função específica nas operações. A Secretaria da Segurança Pública coordena o trabalho do grupo e também define os alvos, através do Setor de Inteligência. O Instituto-Geral de Perícias tem a função de identificar peças roubadas e atua na parte criminal das operações, juntamente com a Polícia Civil, que também efetua as prisões. O Detran/RS autua administrativamente as empresas e coordena todo o trabalho de apreensão da sucata e sua destinação para reciclagem. A Brigada Militar, por fim, faz a segurança de toda a operação com policiais do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM).

Consulta a peças

O consumidor também pode ajudar a desestimular o comércio ilegal de peças usadas, comprando somente em empresas credenciadas ao Detran/RS. Essas empresas têm na fachada o logotipo da autarquia, e cada peça é vendida com código de barras e nota fiscal eletrônica. Também é possível consultar no site, a relação de empresas credenciadas ao Estado. Nos chamados Centros de Desmanches de Veículos (CDVs), além da garantia de origem lícita, as peças passaram pelo aval de um responsável técnico, que atesta suas condições de segurança. No link também é possível fazer uma busca por peças e por município.

Lei Federal

Em agosto de 2015 entrou em vigor a Lei Federal 12.977 (Lei dos Desmanches), com o objetivo de combater a receptação de veículos roubados. Desde então, somente podem atuar no comércio de peças usadas empresas registradas no Detran/RS. Essas empresas devem seguir uma série de requisitos e incluir cada uma das peças à venda no sistema informatizado, vinculando-as à nota fiscal e à placa do veículo de origem. O Rio Grande do Sul possui hoje 309 empresas de desmanches registradas.

Fonte: SSP/RS