PARCEIROS APOIADORES

Comerciantes do RS pedem redução do patrimônio exigido para abertura de free shops

Faltando quatro meses para que os primeiros freeshops sejam abertos em cidades brasileiras, comerciantes pedem flexibilização das regras para permitir que empresários gaúchos possam abrir lojas. Ao todo, 11 municípios podem ser beneficiados na fronteira com a Argentina e Uruguai.

A lei foi aprovada há cinco anos, e desde então comerciantes e consumidores esperavam pela oportunidade de abrir negócios no lado brasileiro da fronteira. "Ajuda no consumo, não se torna ilegal, e as pessoas que estão nesta área sobrevivem porque gera empregos para as pessoas", afirma o vendedor Alexandre Severo.

De acordo com a Receita Federal, o programa de informática que será utilizado para controlar os freeshops começa a ser testado no próximo mês. As primeiras lojas devem ser abertas no início de julho. Mas enquanto isso, uma reivindicação dos empresários gaúchos deve ser avaliada.

Eles pedem a redução do valor mínimo de patrimônio líquido exigido para abrir os freeshops, que hoje é de R$ 5 milhões. "Eu acho que deveria ser para pequenos e médios empreendedores, é um valor muito alto, com certeza. Esperamos que isso seja revisto", afirma o presidente da Associação Comercial e Industrial de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, Jairo Zamberlan.

A Câmara dos Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, na Fronteira Oeste, encaminhou à Receita Federal um pedido para que o capital mínimo exigido fosse de R$ 100 mil, ampliando o acesso.

A Receita Federal, por sua vez, informa que está analisando a proposta. Enquanto isso o empresário Emerson Silva, espera pela mudança para ter condições de empreender no ramo. "Vai direcionar a poucos sendo nesse sistema de valores tão altos, que eu particularmente, acho valores altos", afirma.

Em Uruguaiana, a expectativa é chamar atenção dos turistas argentinos que entram no estado durante o verão."Quase dois milhões de turistas entrando por Uruguaiana. E como nós sabemos, muitos poucos ficam em Uruguaiana. No momento em que nós tivermos um fato, tivermos as lojas francas, esse cenário, com certeza, será mudado", afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Aerton Auzani.

Fonte: G1/RBSTV- Reportagem LINK

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