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Polícia Civil volta a prender bicheiros da fronteira gaúcha por lavagem de dinheiro

11/06/2018

A Polícia Civil pôs na rua nesta segunda-feira (11) a segunda fase da Operação Deu Zebra, na fronteira gaúcha, para combater crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa associados à exploração do jogo do bicho. Cinco pessoas foram presas preventivamente, sendo três delas em Bagé, uma em Sant'Ana do Livramento e uma em São Gabriel. Também foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e 13 ordens de bloqueio de contas bancárias.

Dos detidos, três são mulheres e dois, homens. Um dos presos é Mário Kucera, que já estava no cárcere, na Penitenciária Estadual de Livramento, desde a primeira fase da Operação Deu Zebra, em abril de 2017. À época, Kucera foi detido pela suspeita de comandar, a partir de Bagé, uma das maiores bancas de jogo do bicho do Rio Grande do Sul, cometendo crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele segue preso aguardando julgamento e, agora, sofreu uma segunda medida de restrição de liberdade preventiva. Mandado de busca e apreensão foi cumprido no interior da cela dele, onde foram apreendidos um aparelho de telefone celular e documentos com anotações de contas bancárias e depósitos. A investigação apontou que, mesmo depois de preso, Kucera seguiu comandando a banca de jogo, orientando pessoas de confiança que estavam em liberdade. "Ele coordenava toda a infraestrutura de dentro do presídio por telefone", explica a delegada Ana Tarouco, da 12ª Delegacia de Polícia Regional.

 

Além de Kucera, os outros quatro presos na segunda fase da ofensiva são ligados ao seu grupo de atuação. 

A Polícia Civil mapeou que Kucera, da prisão, usava o WhatsApp para dar ordens e coordenar a operação do jogo do bicho na fronteira, sobretudo na relação com os gerentes das bancas. Somente em duas semanas de monitoramento pelo WhatsApp, a equipe da delegada Ana constatou que Kucera comandou a movimentação de R$ 283,5 mil do interior da prisão. 

 

Em 25 de abril de 2017, quando a Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Deu Zebra na fronteira gaúcha, os alvos principais eram dois grupos que tinham atuação complementar em cidades como Bagé, Sant'Ana do Livramento e São Gabriel. A investigação apurou que, juntos, os dois núcleos criminosos movimentaram R$ 520 milhões em quatro anos. Na ocasião, em entrevista coletiva, o chefe de Polícia, Emerson Wendt, qualificou a ofensiva como a "maior investigação em termos de lavagem de dinheiro já realizada na história da Polícia Civil". 

A reportagem tenta obter o contato da defesa de Kucera, mas, até as 16h30 desta segunda-feira, a informação não havia sido repassada pelas autoridades que comandam a investigação. 

 

Fonte: Gaúcha/ZH-Segurança

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Jorge Flores Paines 
Jornalista DRT-15097

Radialista DRT-5765

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