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Papa Francisco acata renúncia de Dom Gílio Felício

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou na última quarta-feira, 06 de junho, a decisão do papa Francisco em acolher o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Bagé, no Rio Grande do Sul, apresentado por dom Gílio Felício.

Dos três planos que o bispo dom Gílio Felício tem agora que o pedido de renúncia da Diocese de Bagé foi aceito, um deles - o mais provável a ser seguido pelo religioso - é retornar para Santa Cruz do Sul. Ele viveu no município durante parte da infância e da adolescência, onde deu início à vida dedicada ao catolicismo. Foi na Catedral São João Batista, inclusive, que ele ganhou a ordem sacerdotal, aos 29 anos. Hoje com 68, pretende continuar na missão religiosa, mas também cuidar da saúde. Afinal, "isso é um preceito bíblico também", disse, em entrevista à Rádio Gazeta na manhã de quinta-feira, 7.

Em outra entrevista dom Gílio explicou:"Faz alguns anos que fiz uma tireoidectomia total-retirada da glândula tireoide-. Depois de oito anos da cirurgia, algumas dificuldades de saúde começam a aparecer. Aparentemente estou bem, mas sempre temeroso em relação a alguma consequência", justifica o católico. De acordo com o bispo, médicos o alertaram que alguns órgãos vitais sofreram significativamente com a ausência da tireoide. "A medicação, às vezes, pode falhar."

Dom Gílio Nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de Salvador (BA) em 1998, pelo papa João Paulo II, dom Gílio escolheu como lema de vida episcopal “Evangelizar a todos”. Foi o criador da Pastoral Afro na arquidiocese soteropolitana. Em dezembro de 2002, foi nomeado bispo da diocese de Bagé, no Rio Grande do Sul. Tomou posse em março de 2003. Até 2007 tinha sido o coordenador nacional da Pastoral-Afro Brasileira. Desde 2011 era membro do Conselho Econômico e Social do Estado do Rio Grande do Sul.

Saudação

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação a dom Gílio. O texto é assinado pelo secretário-geral da entidade, dom Leonardo Steiner. Confira, abaixo, a mensagem na íntegra:

Mensagem de agradecimento da CNBB a dom Gílio Felício

Prezado Irmão, dom Gílio Felício.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por ocasião na qual o Santo Padre aceitou sua renúncia ao governo da diocese de Bagé (RS), vem manifestar o seu agradecimento pelo trabalho pastoral realizado pelo senhor, na Igreja.

A biografia do senhor registra uma caminhada de grande empenho pela evangelização. O testemunho dado pelo povo a respeito de sua pessoa e do seu ministério contém elementos que nos levam a louvar bendizer a Deus, principalmente no combate e na superação do racismo no Brasil.

Buscamos nas palavras do Papa Francisco uma inspiração para agradecer o senhor pela dedicação em seu ministério episcopal: “’A vida se alcança e amadurece à medida que é entregue para dar vida aos outros”. Isto é, definitivamente, a missão’” (EG, 10).

Seu lema episcopal “Evangelizar a todos” é, na verdade, um convite que se estende a todos nós e um incentivo missionário. Lembramos o Papa Emérito, Bento XVI quando falou, em 2008, aos bispos de Hong Kong: “’A todo o homem e mulher foi-lhe concedido pelo Senhor o direito de ouvir o anúncio de que Jesus Cristo ‘me amou e Se entregou a Si mesmo por mim’ (Gal 2, 20). A tal direito corresponde um dever de evangelizar: ‘Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois que me é imposta esta obrigação: Ai de mim se não evangelizar!’ (1 Cor 9, 16; cf. Rom 10, 14). Na Igreja, toda a atividade tem uma dimensão evangelizadora que é essencial, pelo que não deve jamais ser dissociada do compromisso de ajudar a todos a encontrarem Cristo na fé, que é o objetivo primário da evangelização”.

Com o nosso abraço fraterno, em Cristo,

Dom Leonardo Ulrich Steiner Secretário-Geral da CNBB3

Fonte:www.cnbb.org.br e Redação Portal Gaz

Jorge Flores Paines 
Jornalista DRT-15097

Radialista DRT-5765

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