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PRF relaciona aumento de apreensões de maconha no RS a liberação da droga no Uruguai

Quatro anos após a liberação da maconha no Uruguai, a Polícia Rodoviária Federal no Rio Grande do Sul vê disparar o número de apreensões da droga nos trechos gaúchos. Dados de 2015 para 2018, mostram que quase quadruplicou a quantidade de entorpecentes localizados pela PRF e que está crescendo ano a ano.

A PRF acredita que, ao menos 40% da droga apreendida nesse período, tinha como destino final o Uruguai. Neste ano, apreensões chegaram ao ápice. De janeiro até julho foram 12,5 toneladas. O número é quase cinco vezes maior do que o apreendido nos primeiros sete meses do ano passado, quando houve o recolhimento de 2,8 toneladas.

Em todo 2017, foram aprendidas 7 toneladas de maconha nas rodovias federais do Rio Grande do Sul. Em 2016, foram 4 toneladas. Já em 2015, as apreensões atingiram 3,5 toneladas.

Com base em trabalhos de investigação, a PRF acredita que, com maconha legalizada no país vizinho, a demanda aumentou e o plantio da erva não tem suprido toda procura. A droga entra no Rio Grande do Sul vinda do Paraguai, segundo a corporação. Os criminosos buscam rotas alternativas, incluindo rodovias estaduais. Eles utilizam alguns trechos para ingressar no Uruguai: BR-116, na Região Sul, BR-158, pela Região Central e depois Santana do Livramento, BR-153 na região de Bagé e BR-290, nos acessos para a Argentina.

— A gente tem observado que tem aumentado muito, após o Uruguai anunciar a liberação do consumo. O Rio Grande do Sul serve de rota. Normalmente eles entram pelo norte do Estado, vindo do Paraguai e depois utilizam várias caminhos alternativos para tentar chegar na fronteira — destacou o inspetor da PRF, Alessandro Castro.

Na avaliação da PRF, o resto da droga que não vai para o Uruguai abastece o consumo do Rio Grande do Sul. No mês de abril, os policiais apreenderam seis toneladas de maconha na BR-386, em Lajeado. Foi a maior da história da corporação no Rio Grande do Sul. O entorpecente estava dentro de pacotes, na carroceria de um caminhão bitrem, com placas de Iraí.

As apreensões poderiam ser ainda maiores se o efetivo da PRF não fosse tão escasso. De 2014 a 2018, não houve acréscimo de nenhum policial. Os novos agentes ocuparam somente lugares dos que saíram. Além disso, postos fecharam. Em 2015 eram 40, sendo que agora são 35.

Em relação a cocaína, a PRF apreendeu 262 quilos da droga em 2018. Ao logo de 2017 foram 905. A quantidade de crack apreendida é menor nas rodovias. Foram 75 quilos em 2018, sendo que em todo o ano passado a quantidade foi de 300 quilos.

Maconha no Uruguai

A liberação da maconha ocorreu em dezembro de 2013. O cronograma inicial previa que a venda oficial nas farmácias começasse em junho de 2015, mas atrasou. Os contratos com as empresas que iria produzir a droga só foram assinados em janeiro de 2016.

Em julho do ano passado, depois de vários adiamentos, a cannabis sativa finalmente começou a ser vendida em farmácias uruguaias. É permitido comprar, para quem é cadastrado, 10 gramas da droga por semana.

De acordo com estimativas do Instituto de Regulación y Control del Cannabis (Ircca) no mês de abril deste ano, somente 54% dos usuários uruguaios de maconha estavam tendo acesso à droga pela via legal. O restante é oriundo do tráfico.

Fonte: reportagem Gaúcha/ZH

Foto: PRF-Divulgação

Jorge Flores Paines 
Jornalista DRT-15097

Radialista DRT-5765

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