PARCEIROS APOIADORES

Preço da gasolina sobe pela 4ª semana e acumula alta de 3,5% em um mês

24/03/2019

O preço médio do litro da gasolina comercializada em postos de combustível de todo o país fechou esta semana a R$ 4,319. Essa foi a quarta alta semanal do produto, que acumula um aumento de preço de 3,5% em um mês, já que, na semana de 17 a 23 de fevereiro, o litro era vendido a R$ 4,172.

Os dados são do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O óleo diesel, comercializado em média a R$ 3,54 por litro, registrou nesta semana sua quinta alta consecutiva e acumulou, no período, aumento de preços de 2,8%.

O litro do etanol, que foi comercializado em média a R$ 2,969, também subiu pela quinta vez consecutiva, acumulando alta de 8,2% no período de cinco semanas. Já o preço do GNV (gás natural veicular) aumentou pela terceira semana, fechando em média a R$ 3,169 o metro cúbico, uma alta de 1% no período.

 

Fonte: Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil
Foto:Marcello Casal jr/Agência Brasil

VOCÊ SABE POR QUE O COMBUSTÍVEL NO BRASIL É TÃO CARO?

Veja o custo do combustível desde a sua produção até o consumidor

 

Na segunda-feira (11), a Petrobras anunciou um aumento de 1,47% no preço médio da gasolina nas refinarias. É o segundo reajuste em menos de 1 semana, já que no último dia 08/03 (sexta-feira) houve uma alta de 2,5%, com o valor do produto passando de R$ 1,6865 para R$ 1,7287. Com o recente aumento divulgado (segunda-feira), o valor do litro de combustível comercializado pela refinaria agora passa de R$ 1,7287 para R$ 1,7542. A Petrobras manteve o valor médio do diesel em R$ 2,1871 por litro, preço que vigora desde a última sexta-feira (08/03).

 

Já é o sexto aumento somente neste mês de março, sendo que até o momento, a cotação da gasolina nas refinarias da petroleira brasileira já acumula alta de 16,3%, acompanhando o avanço das referências do petróleo no mercado internacional, um dos parâmetros utilizados pela estatal em sua sistemática de reajustes, que inclui ainda o câmbio. No mercado internacional o acumulo chega a 20% em 2019, conforme dados do Petróleo Brent (classificação de petróleo cru).

 

COMO É FORMADO O PREÇO PAGO NA BOMBA?
Diferentemente do que a maioria dos consumidores imaginam, os empresários donos de postos de combustíveis não tem nenhuma ingerência sobre o preço final repassado na bomba ao cliente. A alta carga tributária sobretudo é o grande responsável pelo alto valor do combustível no país. O preço final é composto basicamente por 4 parcelas: realização do produtor ou importador, custo do etanol anidro, tributos (ICMS, PIS/PAsep e Cofins, e CIDE), e margens de distribuição e revenda.

Tudo começa com o preço pelo qual a gasolina chega aos distribuidores vindo das refinarias – sejam da Petrobras ou privadas. Além da gasolina pura comprada, as distribuidoras também compram de usinas produtoras o etanol anidro, que é misturado à gasolina que será vendida ao consumidor, em proporção determinada por legislação. As distribuidoras, então, vendem a gasolina aos postos, que estabelecem o preço por litro que será cobrado do consumidor, baseado no custo gerado pela cadeia de produção desse produto.

 

Veja no gráfico:

Vale lembrar que os custos da gasolina nas refinarias Petrobras aumentaram 27,8% no período de 10 de janeiro de 2019 a 19 de março do referido ano. No mesmo período, o óleo diesel acumulou alta de 15,6% conforme dados divulgados pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis). O problema não é o Posto, mas o imposto!

Compartilhar
RT
Please reload

Jorge Flores Paines 
Jornalista DRT-15097

Radialista DRT-5765

Quer Anunciar?

WhatsApp(55)98415-2150

© Copyright 2016 Correspondente O Repórter. Desenvolvido por Gath Soluções em TI